
Os ataques de Israel ao Irã demonstra uma operação militar significativa, com alvos estratégicos, incluindo instalações militares, nucleares e lideranças do Irã.
Com base nas informações mais recentes disponíveis, os ataques de Israel ao Irã, relatados em junho de 2025, foram uma operação militar significativa, chamada “Leão em Ascensão”, com alvos estratégicos, incluindo instalações militares, nucleares e lideranças do Irã.
Abaixo, detalho as informações solicitadas com base nas fontes fornecidas:
O que Israel atingiu no Irã?
Israel realizou ataques aéreos contra:
- Instalações nucleares: O complexo de Natanz, central no programa de enriquecimento de urânio do Irã, foi um dos alvos, embora relatórios indiquem que o estoque principal de combustível nuclear não foi destruído na primeira fase da operação.
- Bases militares: Incluíram bases da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) em Teerã, bem como instalações nas províncias de Ilam e Khuzestan.
- Fábricas de mísseis e drones: Infraestruturas de produção de mísseis balísticos e drones foram atingidas, visando enfraquecer a capacidade militar iraniana.
- Lideranças militares: Entre as vítimas, destacam-se:
- Hossein Salami, chefe da Guarda Revolucionária Islâmica.
- Mohammad Bagheri, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã.
- Pelo menos seis cientistas nucleares, incluindo Fereydoon Abbasi, ex-chefe da agência nuclear iraniana.
- Refinarias de petróleo: Embora o Irã tenha ameaçado atacar refinarias de gás de Israel em retaliação a possíveis ataques, não há relatos confirmados de que refinarias iranianas foram destruídas nesses ataques específicos de junho de 2025. No entanto, foram feitos ataques a infraestruturas de petróleo foi discutida anteriormente, com impactos econômicos globais significativos sendo uma preocupação.
Como foi a operação?
- Nome da operação: “Leão em Ascensão”, conduzida na madrugada de 13 de junho de 2025 (horário local).
- Escopo: A operação foi descrita como “de larga escala” e “sem precedentes”, com ataques precisos e direcionados a alvos militares e nucleares. Israel afirmou que a operação foi uma resposta à ameaça iminente do programa nuclear iraniano, que estaria próximo de desenvolver armas nucleares.
- Contexto: Os ataques ocorreram após o fracasso de negociações nucleares entre Irã e EUA, com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmando violações iranianas no enriquecimento de urânio. Israel justificou a ação como necessária para impedir que o Irã obtivesse uma bomba nuclear.
- Execução: A operação envolveu múltiplos ataques aéreos, com explosões relatadas em Teerã e outras regiões. O Irã ativou sistemas de defesa aérea, mas sofreu danos significativos.
Armas e equipamentos utilizados por Israel
- Caças F-35: Israel utilizou aeronaves de última geração, como os caças F-35, fabricados pelos EUA, que são considerados superiores tecnologicamente aos equipamentos iranianos.
- Mísseis de precisão: A operação envolveu ataques precisos, provavelmente com mísseis guiados, visando minimizar danos colaterais e focar em alvos estratégicos.
- Apoio logístico e inteligência: Embora os EUA tenham negado envolvimento direto, é provável que Israel tenha utilizado inteligência e tecnologia americana, incluindo apoio de satélites, como em operações anteriores.
- Sistema Domo de Ferro: Embora não usado diretamente nos ataques, o sistema de defesa antimísseis de Israel foi crucial para interceptar os contra-ataques iranianos, que envolveram menos de 100 mísseis disparados contra Israel.
Destruição e impacto no Irã
- Danos físicos:
- A mídia estatal iraniana relatou 78 mortos e 320 feridos somente em Teerã.
- Instalações nucleares, como Natanz, sofreram danos, mas o programa nuclear iraniano permaneceu “em grande parte intacto”, segundo o New York Times.
- Bases militares e fábricas de mísseis foram severamente afetadas, reduzindo a capacidade de produção militar do Irã.
- Impacto político e militar:
- A morte de líderes como Hossein Salami e Mohammad Bagheri foi um “duro golpe” para a Guarda Revolucionária, que é uma força estratégica, política e econômica no Irã, com laços diretos com o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei.
- O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, prometeu uma “resposta em grande escala”, indicando que o país pode retaliar, mas enfrenta opções limitadas devido ao enfraquecimento de sua liderança militar.
- A operação expôs vulnerabilidades do regime iraniano, reacendendo temores de protestos internos, como os de 2022 após a morte de Mahsa Amini.
- Resposta iraniana: O Irã realizou contra-ataques com mísseis e drones, atingindo alvos em Israel, incluindo um prédio residencial, com pelo menos dois mortos e 80 feridos. A operação iraniana, chamada “Promessa Verdadeira 3”, foi menos eficaz, com a maioria dos mísseis interceptada pelo Domo de Ferro.
Impacto na economia mundial
- Petróleo: Embora as refinarias iranianas não tenham sido confirmadas como alvos diretos nesses ataques, a ameaça de escalada no conflito elevou os temores de interrupções no fornecimento de petróleo. O Irã é um importante exportador de petróleo bruto, especialmente para a China (90% de suas exportações). Qualquer ataque futuro às suas infraestruturas de petróleo poderia disparar os preços globais, como já ocorreu em outubro de 2024, quando os preços subiram 5% após um ataque iraniano.
- Mercados financeiros: Os ataques de junho de 2025 causaram volatilidade imediata nos mercados financeiros globais, com preocupações sobre uma guerra regional afetando o comércio de energia e cadeias de suprimento.
- Impacto geopolítico: A escalada do conflito pressiona aliados do Irã, como China e Rússia, que têm interesses econômicos no país. A China, dependente do petróleo iraniano, pode aumentar sua pressão diplomática para evitar novos ataques às infraestruturas energéticas. A Rússia, por sua vez, enfrenta um dilema estratégico, já que mantém relações com o Irã, mas evita confrontos diretos com Israel.
- Risco de recessão global: Um conflito prolongado, especialmente se envolver destruição de infraestruturas energéticas, poderia desencadear uma crise no fornecimento de petróleo, afetando economias dependentes de energia, como os EUA e a China, e potencialmente levando a uma recessão global.
Resultados e reações internacionais
- Reações globais:
- O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu o fim da escalada, alertando para o risco de um conflito regional devastador.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, elogiou a operação israelense, mas negou envolvimento direto, enfatizando a necessidade de proteger forças americanas na região.
- Líderes europeus, como Ursula von der Leyen e Emmanuel Macron, pediram contenção, enquanto a França reafirmou o direito de Israel à autodefesa.
- A Rússia condenou os ataques como “inaceitáveis”, e Omã classificou a ação como uma violação do direito internacional.
- Risco de escalada: A comunidade internacional teme que o conflito evolua para uma guerra regional, especialmente devido ao envolvimento de potências como EUA, China e Rússia, e à possibilidade de ataques a infraestruturas críticas, como refinarias e instalações nucleares.
Os ataques de Israel ao Irã em junho de 2025 foram uma operação estratégica visando enfraquecer o programa nuclear e a capacidade militar iraniana, com a morte de líderes-chave e danos a infraestruturas críticas. Embora o programa nuclear iraniano não tenha sido completamente destruído, o impacto político e militar no Irã foi significativo, com a perda de figuras importantes e a exposição de vulnerabilidades do regime. No âmbito econômico, o risco de interrupções no fornecimento de petróleo mantém os mercados em alerta, com potencial para impactos globais graves em caso de escalada. A situação permanece volátil, com o Irã prometendo retaliação e a comunidade internacional buscando evitar um conflito mais amplo.
Fonte: Pátria & Defesa
