
FBI desmantela rede internacional de lavagem de dinheiro ligada aos filhos de Nicolás Maduro
Diretor do FBI: “Os Estados Unidos jamais serão refúgio para o dinheiro de sangue de Maduro”
Miami, 4 de outubro de 2025 — O FBI anunciou a acusação formal de dois homens envolvidos em um esquema de lavagem de dinheiro conectado aos filhos do ditador venezuelano Nicolás Maduro. A investigação, conduzida há vários anos pelo escritório do FBI em Miami, começou em 2019 após indícios de que Arick Komarczyk havia aberto contas bancárias nos Estados Unidos para os filhos de Maduro e seus intermediários.
De acordo com relatórios de atividades suspeitas, Komarczyk recebia transferências de pessoas e empresas na Venezuela. Uma operação secreta em 2022 revelou que ele e seu associado Irazmar Carbajal aceitaram movimentar US$ 100 mil em recursos considerados “sancionados”, pertencentes a membros do governo venezuelano. Parte do valor — cerca de US$ 25 mil — foi efetivamente transferida para o sistema financeiro americano.
Quando questionado pelos agentes, Komarczyk teria reagido com frieza, chamando o caso de “negócio sexy”.
Acusações formais na Flórida
Em 25 de setembro, ambos foram indiciados na Flórida. Komarczyk responde por lavagem de dinheiro e conspiração para operar transmissões financeiras sem licença, enquanto Carbajal foi acusado de conspiração pelo mesmo tipo de crime.
Carbajal, natural do Uruguai, foi deportado da República Dominicana em 2 de outubro — e preso durante uma escala nos Estados Unidos. Já Komarczyk, segundo o FBI, está foragido e vive atualmente na Venezuela.
FBI: “Maduro é um narcoterrorista”
O diretor do FBI, Kash Patel, afirmou que os esquemas financeiros ligados a Maduro são “linhas vitais de sobrevivência de um regime criminoso”.
“Nicolás Maduro não é apenas um ditador corrupto — é um narcoterrorista acusado, com uma recompensa de US$ 50 milhões oferecida pelo Departamento de Justiça dos EUA”, declarou Patel à Fox News. “Sob minha direção, o FBI continuará bloqueando cada dólar, cada conta e cada cúmplice. Os Estados Unidos jamais serão um refúgio para o dinheiro de sangue de Maduro.”
O agente especial Brett Skiles, responsável pelo escritório do FBI em Miami, reforçou que o órgão “não permitirá que o regime de Maduro utilize intermediários para lavar dinheiro em território americano”.
“Essas acusações demonstram o compromisso do FBI em investigar lavagem internacional de capitais envolvendo governos e indivíduos sancionados pelo Departamento do Tesouro”, afirmou.
Contexto político
Os Estados Unidos não reconhecem Maduro como presidente legítimo da Venezuela, e mantêm um programa de recompensas ativo por informações que levem à sua captura ou condenação.
Em julho, o secretário de Estado Marco Rubio emitiu uma nota reafirmando o apoio do governo americano ao povo venezuelano e prometendo continuar “responsabilizando o regime criminoso e ilegítimo de Maduro”.
Fonte: Resvista Timeline
