Em entrevista ao jornal britânico no domingo (27), assessor de Lula disse que interferências como as de Trump não foram vistas “nem na época colonial”
Em resposta à taxação de 50% sobre produtos brasileiros, anunciada pelos Estados Unidos no começo do mês, o país irá redobrar o compromisso com os Brics. É o que afirmou Celso Amorim, assessor especial de Lulapara Assuntos Internacionais, no último domingo (27).
Em entrevista ao jornal britânico Financial Times, Amorim afirmou que o Brasil quer “ter relações diversificadas, e não depender de nenhum país”, negando qualquer caráter ideológico do Brics. Além do bloco, o assessor comunicou que o governo pretende fortalecer laços com países da Europa, América do Sul e Ásia.
Brasil reforça laços com Rússia e China
Nesta segunda-feira (11), o governo brasileiro publicou, no Diário Oficial, novos memorandos de cooperação econômica com Rússia e China, assinados antes da Cúpula do BRICS no Rio de Janeiro.
Os acordos, firmados pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, incluem fortalecimento da atuação conjunta em fóruns como BRICS e G20 e avanço em projetos bilaterais.
A divulgação ocorre dias após os EUA, sob o comando de Donald Trump, aplicarem tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, em retaliação à aproximação do Brasil com o grupo. Trump acusa o BRICS de ter políticas “antiamericanas” e de tentar enfraquecer o dólar no comércio global.
Brasil, Rússia e China são fundadores do BRICS e agora sinalizam alinhamento estratégico em meio ao acirramento da disputa econômica e geopolítica com Washington.