Lula participa nesta quinta-feira (3) da 66ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, em Buenos Aires.
O evento, que reúne os líderes dos países membros e associados para discutir temas prioritários do bloco, também marca o encerramento da presidência temporária da Argentina e a transferência para o Brasil.
Cada país fica na posição durante seis meses, Brasília sairá da liderança em dezembro.
Lula defende moedas locais no Mercosul e diz que bloco deve olhar para Ásia
Antes de assumir a presidência do Mercosul, em discurso durante a cúpula, Lula defendeu que os países do Mercosul usem suas moedas locais nas transações comerciais dentro do bloco para reduzir custos, e afirmou que o grupo deve olhar para a Ásia após realizar acordos comerciais com a Europa.
Em seu discurso, Lula também disse que o beneficiamento de minerais críticos extraídos do solo de países do grupo deve ocorrer localmente, com transferência de tecnologia e geração de emprego e renda na região.
Lula afirmou ainda que a instalação de centros de processamento de dados dentro dos países do Mercosul é uma questão de “soberania digital”.
Lula se encontra com presidente do Paraguai em meio a crise de espionagem
Essa reunião acontece em meio a uma crise diplomática entre Paraguai e Brasil devido à notícia de espionagem de autoridades paraguaias pela Agência Brasileira de Inteligência.
A espionagem veio à tona através de uma reportagem do portal UOL, que revelou uma operação criada no final do governo de Jair Bolsonaro (PL), mas que continuou na gestão petista.
Em nota, o governo brasileiro afirmou que a operação havia sido autorizada em junho de 2022, no governo Bolsonaro, mas foi interrompida assim que a atual administração tomou conhecimento do caso.
Lula visita Cristina Kirchner; ex-presidente está em prisão domiciliar
Lula visitou Cristina Kirchner, ex-presidente da Argentina, nesta quinta-feira (3). A presidente argentina está em prisão domiciliar em Buenos Aires. A reunião durou cerca de 50 minutos.
Kirchner começou a cumprir, em 17 de junho, a pena de 6 anos de prisão e a proibição perpétua de ocupar cargos públicos por envolvimento em um esquema de corrupção com obras públicas durante seus governos.
A Justiça determinou que as visitas à ex-presidente fiquem restritas a uma lista previamente enviada ao tribunal da sua equipe de médicos, advogados e familiares do seu convívio. Outras visitas precisam ser autorizadas pelo tribunal.