
Tensão entre Câmara e Governo Lula: Hugo Motta Alerta sobre Judicialização do IOF
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), emitiu um alerta contundente ao governo Lula sobre as consequências de levar ao Supremo Tribunal Federal (STF) a questão da derrubada do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
A decisão do Congresso de invalidar o decreto que elevava o IOF, aprovada em 25 de junho de 2025, gerou um atrito significativo entre o Legislativo e o Executivo, intensificando a crise política em Brasília.
Motta argumenta que a judicialização do caso seria interpretada como um enfrentamento direto do governo com o Congresso, o que poderia agravar a relação já fragilizada entre os poderes.
Em conversas com aliados, ele destacou que o problema do governo não é jurídico, mas político, apontando a falta de uma base sólida no Congresso e a crescente insatisfação dos parlamentares com a gestão Lula. Segundo o presidente da Câmara, recorrer ao STF seria “dobrar a aposta” no conflito, sem considerar as consequências para a governabilidade.
O líder da Câmara também se defendeu de críticas do governo, que o acusou de trair acordos ao pautar a votação do IOF. Em suas redes sociais, Motta afirmou que a decisão foi uma “construção suprapartidária” e negou intenções de retaliar o Executivo. Ele ainda destacou que, no mesmo dia da derrubada do IOF, pautou medidas favoráveis ao governo, como a Medida Provisória que destina até R$ 15 bilhões do Fundo Social do pré-sal para habitação popular.
A possível ação do governo no STF, já sinalizada pelo presidente Lula e apoiada por ministros como Rui Costa e Gleisi Hoffmann, tem como base a alegação de que o Congresso violou a separação de poderes ao anular o decreto presidencial.
No entanto, a estratégia é vista com cautela por alguns membros do governo, como o ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, que teme uma escalada na tensão entre os poderes. O embate reflete um momento delicado para o governo Lula, que enfrenta dificuldades para aprovar medidas fiscais no Congresso e lida com a pressão de uma oposição fortalecida.
A decisão de judicializar o IOF pode redefinir as dinâmicas políticas em Brasília, com impactos imprevisíveis para a governabilidade nos próximos meses.
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