
Paulo Figureiredo Expõe Casos de Perseguição e Apela por Sanções e Reformas contra Repressão Transnacional
O jornalista Paulo Figueiredo, um dos 34 denunciados pela PGR pela suposta tentativa de golpe de Estado, pediu ao governo Donald Trump que aplique sanções ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em até 30 dias.
A declaração foi feita nesta terça-feira (24) durante audiência na Comissão de Direitos Humanos Tom Lantos, no Congresso dos Estados Unidos.
Paulo classificou Moraes como um “ditador disfarçado de juiz” e disse que é alvo de perseguição desde 2019. “Ele congelou todos os meus bens no Brasil, bloqueou minhas redes sociais, cancelou meu passaporte e me condenou ao exílio”, afirmou.
Confira ponto a ponto as de Paulo Figueiredo no Congresso dos EUA:
- Sobre Alexandre de Moraes como “ditador”:
- “Alexandre de Moraes, atual ditador do Brasil que se fantasia de juiz, me alvejou novamente por falar verdades inconvenientes.”
Relevância: Essa fala é direta e provocativa, rotulando Moraes como um “ditador” para chamar a atenção internacional para supostos abusos de poder, apelando à sensibilidade americana sobre liberdades democráticas.
- “Alexandre de Moraes, atual ditador do Brasil que se fantasia de juiz, me alvejou novamente por falar verdades inconvenientes.”
- Sobre a perseguição pessoal sofrida:
- “Em 2022, Moraes bloqueou minhas contas bancárias, redes sociais e cancelou meu passaporte, forçando-me a permanecer nos EUA. Fui condenado ao exílio por reportar verdades incômodas.”
Relevância: Figueiredo personaliza sua denúncia, destacando medidas judiciais que o impactaram diretamente, reforçando a narrativa de repressão e conectando sua experiência ao tema da audiência.
- “Em 2022, Moraes bloqueou minhas contas bancárias, redes sociais e cancelou meu passaporte, forçando-me a permanecer nos EUA. Fui condenado ao exílio por reportar verdades incômodas.”
- Sobre a campanha sistemática de repressão:
- “O meu caso não é isolado, mas parte de uma campanha sistemática: o jornalista Allan dos Santos ficou mais de dois anos na lista de alerta vermelho da Interpol. Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, vive em exílio temendo prisão. Carla Zambelli teve prisão preventiva decretada enquanto fazia tratamento médico nos EUA.”
Relevância: Essa fala amplia o escopo, citando outros nomes para sugerir um padrão de perseguição contra opositores políticos, fortalecendo a denúncia de repressão transnacional.
- “O meu caso não é isolado, mas parte de uma campanha sistemática: o jornalista Allan dos Santos ficou mais de dois anos na lista de alerta vermelho da Interpol. Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, vive em exílio temendo prisão. Carla Zambelli teve prisão preventiva decretada enquanto fazia tratamento médico nos EUA.”
- Sobre a instrumentalização de empresas americanas:
- “Moraes tenta transformar empresas americanas em instrumentos de repressão, com bloqueios de contas de brasileiros nos EUA e ameaças jurídicas contra plataformas como Meta, Rumble, Tizzi e X.”
Relevância: Apela à soberania americana, sugerindo que ordens judiciais brasileiras violam a jurisdição dos EUA, um argumento que ressoa com congressistas preocupados com a influência estrangeira.
- “Moraes tenta transformar empresas americanas em instrumentos de repressão, com bloqueios de contas de brasileiros nos EUA e ameaças jurídicas contra plataformas como Meta, Rumble, Tizzi e X.”
- Sobre o uso político da Interpol:
- “Em 2019, autoridades brasileiras me incluíram na lista da Interpol. Algemado, passei 17 dias no Centro de Detenção da Flórida. O caso foi encerrado, mas gastei mais de US$ 1 milhão em defesa.”
Relevância: Relata um impacto pessoal grave, destacando o custo financeiro e emocional, e questiona o uso da Interpol para fins políticos, reforçando a narrativa de abuso.
- “Em 2019, autoridades brasileiras me incluíram na lista da Interpol. Algemado, passei 17 dias no Centro de Detenção da Flórida. O caso foi encerrado, mas gastei mais de US$ 1 milhão em defesa.”
- Sobre a falta de devido processo legal:
- “Moraes me insulta me chamando de fugitivo. Ele alega que tem um mandado secreto contra mim, onde eu não posso me defender porque não fui formalmente acusado.”
Relevância: Critica a ausência de transparência e devido processo, princípios valorizados nos EUA, para reforçar a ilegitimidade das ações judiciais contra ele.
- “Moraes me insulta me chamando de fugitivo. Ele alega que tem um mandado secreto contra mim, onde eu não posso me defender porque não fui formalmente acusado.”
- Sobre o risco de autoritarismo no Brasil:
- “Se os EUA não tomarem uma atitude contra Moraes, o Brasil pode virar uma Venezuela turbinada no coração da América do Sul.”
Relevância: Usa uma comparação alarmista com a Venezuela, um exemplo de autoritarismo frequentemente citado nos EUA, para pressionar por intervenção americana.
- “Se os EUA não tomarem uma atitude contra Moraes, o Brasil pode virar uma Venezuela turbinada no coração da América do Sul.”
Pedidos de Paulo Figueiredo ao Congresso dos EUA:
- Recomendar sanções contra Alexandre de Moraes em 30 dias:
- Solicitou que a Comissão recomende sanções contra Moraes com base na Lei Global Magnitsky, que pune violações de direitos humanos com medidas como bloqueio de bens, restrições de entrada nos EUA e suspensão de negócios com empresas americanas, dentro de 30 dias.
Contexto: A Lei Magnitsky é uma ferramenta usada pelos EUA contra autoridades estrangeiras, e Figueiredo busca aplicá-la a Moraes.
- Solicitou que a Comissão recomende sanções contra Moraes com base na Lei Global Magnitsky, que pune violações de direitos humanos com medidas como bloqueio de bens, restrições de entrada nos EUA e suspensão de negócios com empresas americanas, dentro de 30 dias.
- Desconsiderar alertas vermelhos da Interpol para vistos:
- Pediu que os EUA ignorem alertas vermelhos da Interpol ao analisar pedidos de visto, alegando que esses alertas são usados para perseguições políticas por governos como o brasileiro.
Contexto: Baseia-se em sua experiência de 2019 para proteger outros brasileiros de medidas similares.
- Pediu que os EUA ignorem alertas vermelhos da Interpol ao analisar pedidos de visto, alegando que esses alertas são usados para perseguições políticas por governos como o brasileiro.
- Pressionar a Interpol por critérios mais rigorosos:
- Solicitou que os congressistas pressionem a Interpol para adotar critérios mais rígidos, excluindo perseguições políticas de suas listas de alertas.
Contexto: Visa limitar o uso da Interpol como ferramenta de repressão transnacional.
- Solicitou que os congressistas pressionem a Interpol para adotar critérios mais rígidos, excluindo perseguições políticas de suas listas de alertas.
- Criar exceções de asilo para vítimas de repressão transnacional:
- Propôs que os EUA criem exceções em políticas de asilo para acolher vítimas de repressão transnacional, como jornalistas e políticos perseguidos.
Contexto: Beneficiaria brasileiros como ele, Eduardo Bolsonaro e Carla Zambelli, que alegam exílio forçado.
- Propôs que os EUA criem exceções em políticas de asilo para acolher vítimas de repressão transnacional, como jornalistas e políticos perseguidos.
- Aprovar legislação contra repressão transnacional:
- Pediu a aprovação de uma legislação específica para combater a repressão transnacional como prioridade bipartidária, criando mecanismos institucionais para lidar com esses casos.
Contexto: Alinha-se ao tema da audiência, que discutiu repressão em países como China e Índia, incluindo o Brasil no debate.
- Pediu a aprovação de uma legislação específica para combater a repressão transnacional como prioridade bipartidária, criando mecanismos institucionais para lidar com esses casos.
- Tomar ação incisiva contra Moraes:
- Solicitou uma “ação incisiva” do governo americano contra as decisões de Moraes para evitar que o Brasil se torne um regime autoritário.
Contexto: É um pedido genérico, mas reforça a urgência de medidas como sanções ou pressões diplomáticas.
- Solicitou uma “ação incisiva” do governo americano contra as decisões de Moraes para evitar que o Brasil se torne um regime autoritário.
Observações do Editorial:
- As falas de Figueiredo foram estrategicamente formuladas para apelar a valores americanos, como liberdade de expressão e soberania, enquanto os pedidos buscam ações concretas com impacto direto sobre Moraes e proteção a brasileiros nos EUA.
- A imprensa como Estadão e Folha indicam resistência de congressistas, como James McGovern, que questionou a narrativa de perseguição, sugerindo que nem todos aceitaram as alegações.
- A menção a perseguidos como Allan dos Santos, Eduardo Bolsonaro, Carla Zambelli, Filipe Martins e Elon Musk amplia a denúncia.
- A viabilidade de sanções contra Moraes depende de apoio político nos EUA, como do governo Trump, e de leis como a “No Censors on our Shores Act”.
Assista na íntegra:

Pátria & Defesa
