
Governo Trump mobilizou dois mil oficiais da Guarda Nacional para dispersar vândalos
Los Angeles, na Califórnia, enfrenta uma onda de vandalismo e confrontos devido a operações de imigração intensificadas, com a administração do presidente Donald Trump.
Confira abaixo, um resumo ponto a ponto da situação atual conforme relatado em notícias recentes.
- Operações de Imigração e Protestos
- Desde sexta-feira, 6 de junho de 2025, protestos eclodiram em Los Angeles contra batidas da Imigração e Alfândega (ICE) em locais de trabalho e áreas como Paramount, uma região majoritariamente latina. Manifestantes bloquearam vias, incluindo a rodovia 101, em resposta às operações, que incluíram prisões de imigrantes indocumentados, como um líder sindical.
- Os protestos escalaram, com relatos de confrontos violentos, uso de gás lacrimogêneo, balas de borracha e até um coquetel molotov lançado contra policiais. A polícia local e o Departamento do Xerife de Los Angeles reportaram prisões e ferimentos leves entre agentes.
- Ações de Donald Trump
- Trump autorizou o envio de 2.000 membros da Guarda Nacional para Los Angeles, invocando poderes federais, apesar das objeções do governador da Califórnia, Gavin Newsom, e da prefeita Karen Bass. Ele justificou a medida como necessária para “restaurar a lei e a ordem” e combater o que descreveu como “invasão migratória” e “motins”.
- Em declarações, Trump classificou os protestos como “rebelião” e “ataques de multidões insurrecionistas violentas” contra agentes federais, prometendo não tolerar violência contra instalações ou pessoal federal. Ele também elogiou a Guarda Nacional por seu trabalho, embora a prefeita Bass tenha afirmado que as tropas ainda não estavam visivelmente presentes no domingo pela manhã.
- O “czar de fronteira” de Trump, Tom Homan, reforçou a postura de “tolerância zero” contra violência ou danos à propriedade, alertando que as operações da ICE continuarão “todos os dias” e que até autoridades eleitas poderiam ser presas por interferência.
- Reações e Conflito Político
- O governador Newsom e a prefeita Bass criticaram a decisão de Trump, chamando-a de “intencionalmente inflamatória” e “abuso de poder alarmante”. Newsom argumentou que a polícia local era suficiente para lidar com os protestos e que a Guarda Nacional foi enviada para criar um “espetáculo”.
- Líderes democratas, como a deputada Maxine Waters, condenaram a ação como “ultrajante”, enquanto republicanos, como o presidente da Câmara Mike Johnson, apoiaram Trump, culpando Newsom e Bass por supostamente incentivarem a violência ao apoiar políticas de “cidade santuário”.
- A administração Trump não mostra sinais de recuo, com o vice-chefe de gabinete Stephen Miller defendendo as deportações como uma resposta a uma “insurreição”. Há também menção de possíveis mobilizações de fuzileiros navais ativos, conforme sugerido pelo Secretário de Defesa Pete Hegseth.
- Situação Atual (8 de junho de 2025)
- Os protestos continuam pelo terceiro dia, com mais manifestações planejadas, incluindo um evento na prefeitura de Los Angeles às 14h. As tropas da Guarda Nacional começaram a chegar no domingo pela manhã, posicionadas em locais como o edifício federal Edward R. Roybal e o Centro de Detenção Metropolitano.
- A tensão permanece alta, com ruas bloqueadas no centro da cidade e confrontos esporádicos. A polícia de Los Angeles e o xerife do condado afirmam focar no controle de tráfego e multidões, enquanto a ICE prioriza alvos considerados “riscos à segurança nacional”.
- A retórica de Trump e as ações federais intensificaram o conflito político, com líderes locais e estaduais pedindo a retirada das tropas, enquanto a Casa Branca mantém uma postura rígida, sugerindo que a presença da Guarda Nacional pode se estender por até 60 dias.
A situação em Los Angeles acontece devido a nova agenda de imigração do governo Trump.
Líderes locais denunciam a escalada como desnecessária e provocativa.
A presença da Guarda Nacional e a continuidade das operações da ICE sugerem que os confrontos e tensões podem persistir, mantendo a cidade no centro de um debate nacional sobre imigração e poder federal.
Fonte: Pátria & Defesa
