Hugo Motta falou em projeto alternativo, que prevê revisão de penas . Ele também reiterou que não concorda com as atitudes do deputado Eduardo Bolsonaro, nos EUA.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou em entrevista à GloboNews nesta quinta-feira (14) que não vê dentro da Casa um ambiente para anistia “ampla, geral e irrestrita”, como defendem apoiadores dopresidente Jair Bolsonaro (PL).
“Um projeto auxiliar começou a ser discutido ainda no semestre passado, que não seria uma anistia ampla, geral e irrestrita. Eu não vejo dentro da Casa um ambiente para, por exemplo, anistiar quem planejou matar pessoas, não acho que tenha esse ambiente dentro da Casa”, disse Motta, em entrevista à GloboNews.
Segundo o deputado há, no entanto, uma preocupação com participantes das invasões às sedes dos Três Poderes que receberam penas altas, que poderiam se beneficiar de uma revisão e progredir para regimes mais brandos.
“Há uma preocupação, sim, com pessoas que não tiveram um papel central, que pela cumulatividade das penas acabaram recebendo penas altas. Há uma certa sensibilidade acerca dessas pessoas que poderiam numa revisão de penas poder, de certa forma, receber, quem sabe, uma progressão e ir para um regime mais suave, que não seja um regime fechado”, prosseguiu.
Na última semana, aliados do presidente ocuparam os plenários da Câmara e do Senado na tentativa de pressionar pela aprovação de um pacote de medidas, que incluía uma anistia para todos os envolvidos nos atos de 8 de janeiro.
Após negociações, o movimento foi encerrado. Líderes da oposição, no entanto, defenderam que a pauta da anistia continua sendo uma prioridade.
Um levantamento feito pelo STF com base em um pedido do g1 aponta que, dos mais de 1,4 mil presos no 8 de janeiro, 141 continuam presos e 44 estão em prisão domiciliar.