Para o MP, a gravação, de apenas 22 segundos, foi planejada com o objetivo de promover publicamente o senador e criar associação com o número eleitoral.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o senador Marcos Rogério (PL-RO) são alvos de uma representação do Ministério Público Eleitoral. O órgão acusa os dois políticos de propaganda eleitoral antecipada.
Bolsonaro aparece em um vídeo escrevendo “222” na camisa do senador, o que faz uma alusão ao número do PL, segundo o MP. A representação encaminhada à Justiça Eleitoral também envolve três jornais de Porto Velho (RO), que compartilharam o vídeo, e a Meta, responsável pelo Instagram. A filmagem foi feita durante uma “motociata” em Brasília, no dia 29 de julho.
Para o MP, a gravação, de apenas 22 segundos, foi planejada com o objetivo de promover publicamente o senador e criar associação com o número eleitoral. “O que configura pedido antecipado de voto.”
A filmagem representa propaganda irregular para as eleições de 2026, afirma a ação. O MP diz que o “período legal” permitido para campanhas eleitorais começa em 16 de agosto do ano que vem, daqui a um ano.
MP quer que o vídeo seja removido imediatamente das redes sociais de Bolsonaro e do senador, e que ambos sejam multados. A ação também pede que três sites locais excluam os vídeos de suas redes sociais — ainda estão no ar.
O conteúdo seguir no ar “configura vantagem indevida” e compromete a igualdade entre os pré-candidatos, diz o MP. “Uma vez que a divulgação ocorreu fora do período legal. O vídeo, segundo a representação, foi arquitetado com o único propósito de beneficiar antecipadamente a candidatura de Marcos Rogério, visando sua divulgação à população, em desacordo com o que estabelece a Lei.”
Assessoria de imprensa do senador nega propaganda antecipada. “Trata-se apenas de uma referência absolutamente normal a uma possível candidatura, sem qualquer pedido de voto ou ato que possa influenciar o eleitor”, disse ao UOL. O parlamentar ainda não foi notificado da ação.